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Soluço: o que resolve

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Soluçar sem parar. Taí uma coisa que incomoda adultos e crianças. Por sinal, em se tratando dos pequenos, quando eles soluçam sem parar, papais e mamães – principalmente aqueles sem muita experiência – chegam a ficar preocupados. Mas não há o que temer. Especialistas orientam o que fazer se isso acontecer, de modo a contribuir para cessar o movimento.

Primeiro, é preciso entender melhor o que é o soluço: trata-se de um reflexo, que ocorre por conta da contratura involuntária ou espasmo do músculo que separa o pulmão do abdômen, chamado de diafragma. Quando este músculo se contrai, o tubo respiratório (a glote) fecha, o ar não passa para os pulmões e, em vez disso, entra no estômago. Como consequência, quando esse ar é expulso, surge um ruído característico, que chamamos de soluço.

O soluço pode aparecer sempre que o estômago se distende muito. Por exemplo, quando ingerimos bebidas gaseificadas ou uma alimentação volumosa, quando ocorre a deglutição de ar, quando falamos enquanto nos alimentamos, comemos muito rápido, ou em períodos pós-operatórios.

Os pais podem ficar tranquilos: os bebês são os mais atingidos pelos soluços porque eles não nascem com o sistema nervoso central amadurecido, e só serão capazes do controlar determinadas funções após algum tempo de vida.

OBSERVAÇÃO

Em geral, o soluço é transitório, benigno e autolimitado, ou seja, desaparece do mesmo jeito que aparece, espontaneamente. “Em alguns casos, quando o soluço é persistente, pode ser sintoma e indicar alguma doença, por exemplo, disfunção no sistema nervoso central, no centro gerador de soluço no bulbo, ou irritação nos nervos periféricos responsáveis pela inervação do músculo diafragma”, explica a médica Jeanne Oiticica (foto acima), otorrinolaringologista, otoneurologista e Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Na maioria das vezes, o soluço é passageiro e não necessita de tratamento. Porém, Jeanne Oiticica explica que ele pode ser resolvido com uma interrupção breve da respiração, ou seja, prendendo a respiração por alguns segundos. “Quando isso é feito, o diafragma é forçado a se distender e relaxar, voltando a se movimentar em congruência com o ciclo respiratório (com a respiração), o que acaba resolvendo o soluço”, orienta a médica.

Algumas dicas para evitar as crises de soluços:

. Em períodos pós-operatórios, o recomendado é que o paciente procure não falar muito após voltar de uma anestesia, pois o trato digestivo fica paralisado durante o ato cirúrgico e enquanto os medicamentos anestésicos estiverem circulando no sangue. Falar demais pode gerar acúmulo de ar no estômago e desencadear o soluço;

. Sempre colocar o bebê e a criança para arrotar após a ingestão de líquidos e sólidos, pois o sistema nervoso só amadurece algum tempo depois do nascimento, e essa faixa etária é mais propensa a soluços. Evite dar alimentos em temperatura extrema, ou seja, muito quentes ou muito frios, pois pode ser outro fator desencadeante;

. Com relação aos soluços transitórios e benignos basta a interrupção breve da respiração. Porém, em caso de soluço persistente, procure um médico para investigar se existe alguma doença causadora do sintoma.

Com informações da Gengibre Comunicação / Assessoria de Imprensa

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