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Osteoporose requer medidas preventivas

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A oV2635479002319716567steoporose é um problema grave de saúde pública e alguns números comprovam essa afirmação. De acordo com estudos do Ministério da Saúde, de cada 10 mulheres brasileiras, nove não consomem a quantidade adequada de cálcio para manter uma boa saúde dos ossos. Outro levantamento alarmante é que 10 milhões de brasileiros sofrem de osteoporose, sendo que uma a cada três mulheres com mais de 50 anos tem a doença. E o pior: 75% dos diagnósticos são feitos somente após a primeira fratura, quando é provável que o problema esteja em um estágio avançado, comprometendo a saúde da pessoa. Tanto que cerca de 200 mil pessoas morrem todos os anos em decorrência destas fraturas.

Por esses motivos, o Ministério da Saúde recomenda medidas preventivas, como a ingestão de cálcio em quantidades corretas para evitar ou mesmo postergar ao máximo a doença. O Ministério indica um consumo mínimo diário de 400 ml de leite para crianças de até 10 anos, 700 ml por dia para adolescentes de 11 a 19 anos e 600 ml por dia para adultos acima de 20 anos, incluindo os idosos.

Isso se justifica porque a osteoporose decorre da diminuição da quantidade de cálcio no esqueleto e está relacionada a maior risco de fraturas, principalmente na coluna, quadril e punho. Para as mulheres acima dos 50 anos, público que sofre mais com o problema, a recomendação para a ingestão de cálcio é de 1.000 mg por dia.

CAUSAS E SINTOMAS

Há uma grande influência genética, afetando muito mais as mulheres do que os homens. Muitos medicamentos podem provocar osteoporose, como os glicocorticoides (principal causa), anticonvulsivantes, quimioterápicos, doses excessivas de hormônio tireoidiano (usadas em pacientes com câncer de tireoide), pioglitazona (para diabetes), entre outros. “É necessária uma investigação, pois várias doenças também podem cursar com a osteoporose, como menopausa precoce, hiperparatireoidismo, síndromes de má absorção, artrite reumatoide, mieloma múltiplo, anorexia nervosa e hipercalciúria, entre outras”, comenta Dr. Sergio Setsuo Maeda (foto acima), endocrinologista diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP).

Em geral, a doença é assintomática (não apresenta sintomas), sendo detectada pelo exame de densitometria óssea. Também pode ser descoberta pelas fraturas que geralmente ocorrem em coluna, punho e quadril, decorrentes de um mínimo trauma como cair acidentalmente. A cifose e a perda de altura são sinais do exame físico e da história clínica que podem sugerir a presença de fratura vertebral, que em muitos casos é assintomática.

O tratamento envolve a adequação do cálcio e vitamina D, vindos pela dieta ou suplementos, associados a medicamentos ativos no tecido ósseo, como os antirreabsortivos (que diminuem a destruição óssea) ou formadores de osso, que devem ser considerados para uso por tempo determinado ou a depender do quadro do paciente, conforme julgamento médico.

SBEM-SP

A SBEM-SP (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo) pratica a defesa da Endocrinologia, em conjunto com outras entidades médicas, e oferece aos seus associados oportunidades de aprimoramento técnico e científico. Consciente de sua responsabilidade social, a SBEM-SP presta consultoria junto à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, no desenvolvimento de estratégias de atendimento e na padronização de procedimentos em Endocrinologia, e divulga ao público orientações básicas sobre as principais moléstias tratadas pelos endocrinologistas.

Serviço:

Site: http://sbemsp.org.br/

Twitter: @SBEMSP

Facebook: Sbem-São-Paulo

Com informações da Gengibre Comunicação / Assessoria de Imprensa

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