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Entrevista: vencendo a depressão e a baixa autoestima

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A Adriana Guimarães - Psicologa (3)depressão, a baixa autoestima e os problemas emocionais, de um modo geral, podem atrapalhar muito a vida de uma pessoa. Desde a dificuldade em se relacionar no trabalho, na escola ou mesmo na família até enfermidades que prejudicam a qualidade de vida, os indivíduos devem procurar tratamento o mais breve possível, aos primeiros sinais desses males. E o que torna o problema mais complexo é que suas causas são as mais variadas possíveis, “desde dificuldades em relacionamentos afetivos, trabalhistas, à baixa autoestima ou problemas hormonais”, observa a psicóloga Adriana Guimarães (FOTO AO LADO), do Instituto de Medicina Tradicional e Psicologia (IMTP).

No entanto, é possível identificar o problema logo no começo, prestando atenção aos menores sinais, conforme orienta a especialista. “Pessoas com depressão geralmente possuem prejuízos no seu dia a dia, sentem-se desanimados frequentemente (há mais de duas semanas), fadigados, voltam-se a uma visão pessimista das coisas, ás vezes são realistas demais, tendendo a não se divertirem e encarar a vida com rigidez”, alerta.

Nessa entrevista para o Saúde & Beleza, Adriana Guimarães, graduada em Psicologia pelo Centro Universitário Luterano de Manaus (2005), pós-graduada em Psicologia do Trânsito (Unip) e com mestrado em Educação pela Universidade Federal do Amazonas (2009), detalha mais o quanto a depressão pode prejudicar a vida de uma pessoa, assim como outros problemas emocionais, como a timidez e a baixa autoestima, “que, em geral, acomete mulheres de todas as idades, adolescentes e adultos jovens masculinos”, analisa.

SAÚDE & BELEZA: É mais comum a pessoa perceber que está com o problema ou as outras pessoas é que notam?

ADRIANA GUIMARÃES: É mais comum outras pessoas perceberem. Geralmente, as pessoas com depressão acham que é bobagem o que estão sentindo, encarando como muito cansaço, fadiga, até que o prejuízo real na rotina seja notado.

A depressão é algo que pode ser prevenido? De que forma?

Existem diversos métodos que podemos citar. Pode-se prevenir a depressão com tratamento psicoterapêutico, fitoterápico, mindfulness, meditação, relaxamento, cuidados pessoais estéticos, alimentação correta, espiritualidade, atividades físicas, entre outros. Enfim, de modo geral, a depressão é prevenida quando cuidamos do corpo e da mente de maneira saudável e proativa.

A ansiedade está relacionada com a depressão – ou vice-versa?

Nem sempre. Mas há casos em que a relação existe em virtude do pensamento pessimista e da rigidez à realidade que a maioria dos depressivos possuem. Isto tende a aumentar a ansiedade, que é a expectativa do futuro. Ela se torna um medo de que “as coisas nunca mudem” e “o sentimento de angustia persista”. A pessoa não consegue controlar o sentimento e, por isto, a ansiedade aparece, pois para alguns é inadmissível perder o controle de suas vidas.

De que forma se combater a ansiedade?

As pessoas precisam voltar a se divertir mais, relaxar, ficar um tempo sem fazer absolutamente nada. Hoje em dia todos estão demasiadamente estressados e em uma correria frenética. Isso aumenta a ansiedade e faz com que o cérebro tenha pensamentos acelerados. Como diria o dr. Augusto Cury: ‘o prejuízo pode ser fatal’. Muitos jovens e adultos estão sofrendo ataque cardíaco em virtude da ansiedade e do estresse.

Adriana Guimarães - Psicologa (11)Quais seus conselhos para as pessoas que querem viver um dia a dia sem depressão e ansiedade?

Meu conselho é que eles amem a vida e vivam da melhor forma que possam existir. Não somente se sentir vivo, mas se sentir útil à sociedade, mesmo que para isto tenham que repensar relacionamentos, carreira, moradia etc, mas para o bem-estar não há limites. Cuidar da saúde mental, física e espiritual é um diferencial para se viver prazerosamente e combater esses males.

A timidez e a baixa autoestima têm causas comuns, ou cada um deles tem uma origem diferente?

Geralmente esses dois problemas estão interligados e a causa mais comum são dificuldades no relacionamento familiar e a identificação com seus pares.

Que problemas de saúde podem ser ocasionados pela timidez e pela baixa autoestima?

Problemas diversos, tanto emocionais como transtornos mentais, incluindo a esquizofrenia, quanto físicos, como alergias, asma, bronquite, amigdalite, problemas oftalmológicos, cardíacos, vasculares, enxaquecas, febre, cálculos biliares ou renais, asias, dores estomacais, gastrite, prisão de ventre, gordura no fígado etc.

De que forma a timidez e a baixa autoestima podem ser tratados?

Tanto a timidez como a baixa autoestima devem ser tratados com acompanhamento psicoterápico e outros tratamentos como fitoterapia, estética, mindfulness, relaxamento, alimentação correta e atividades físicas.

Quais seus conselhos para as pessoas que querem viver um dia a dia sem timidez e baixa autoestima?

Meu principal conselho é que cada um se sinta valorizado pela pessoa que é. Descubram suas potencialidades e percebam o quanto são capazes de contribuírem no seu dia a dia, seja no ambiente familiar, quanto na sociedade e a si mesmos. Vençam seus próprios medos e pensamentos catastróficos e se lancem ao desconhecido para alcançar o que pensam ser impossível, pois tudo é possível ao que crê. O inatingível será algo básico quando perceberem os superpoderes internos e mentais que possuem.

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