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Alergias podem ser desencadeadas em viagem de avião

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Pchongouca gente pensa nisso, mas aquele amendoim servido durante os voos pode ser um vilão para a sua saúde, desencadeando reações alérgicas, como a anafilaxia, a mais grave delas? Cerca de 2,75 bilhões de passageiros são transportados pelas companhias aéreas em todo o mundo. Desses, cerca de 9% são alérgicos ao amendoim e apresentam algum tipo de reação alérgica durante os voos.

Uma palestra realizada por Mário Sanchez Borges, Presidente da World Allergy Organization, durante o 44º Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia, mostrou que ocorrem até 44 mil emergências médicas durante voos a cada ano em todo o mundo. Dessas, 17% dos passageiros são transferidos para o hospital e 4% deles ficam hospitalizados ou vão a óbito.

Os motivos são diversos. Com medo de voar, o passageiro leva um remédio para se acalmar. O medicamento pode dar reação alérgica. Asma e rinite são outras doenças que podem se agravar dentro do avião. Mudanças no ambiente da cabine, como temperatura, umidade e pressão atmosférica são alguns dos fatores que impactam na ocorrência das alergias.

PROBLEMAS

As reações alérgicas em voos representam entre 2% a 4% dos problemas médicos a bordo. De 2002 a 2007, foi a 7ª causa mais comum das ocorrências nos aviões. Os problemas respiratórios ocupam o 5º lugar e a asma aparece em 14º. As reações aos alimentos (amendoim, nozes e frutos do mar, por exemplo) ou medicamentos são as mais comuns.

Mas o que pode ser feito pelas companhias aéreas para minimizar as ocorrências de reação alérgica? Herberto Chong Neto (foto acima), Diretor da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), dá algumas dicas.

“Os passageiros que solicitam qualquer tipo de atenção especial não devem receber aperitivos como amendoim, nozes e castanhas. É importante evitar o contato dessas pessoas onde possa haver traços de amendoins/castanhas e solicitar uma área separada. Não consumir comida fornecida pela companhia aérea e não usar travesseiros ou cobertores do avião também é recomendável”, orienta. “Pacientes que tiveram uma reação anafilática uma semana antes da viagem não devem voar. A orientação é procurar o especialista em alergia, que receitará medicamentos que poderão prevenir uma nova reação alérgica grave”, orienta Dr. Chong.

O especialista pede atenção com outras precauções, por parte das companhias aéreas:

. Promover a prevenção de doenças alérgicas através da educação dos passageiros;

. Realizar consulta médica para passageiros de alto risco antes de viajar;

. Treinar a tripulação de voo para prontamente reconhecer as reações alérgicas;

. Promover medidas preventivas gerais durante o voo: hidratação, prevenção de alérgenos alimentares (especialmente amendoim, nozes, outros alimentos, conforme necessário);

. Fornecer um lugar apropriado para animais de estimação, longe de indivíduos com alergia;

. Fornecer quantidades suficientes de medicamentos apropriados: epinefrina (adrenalina), agonistas para inalação e nebulização, corticosteroides orais e injetáveis e anti-histamínicos;

. Inspecionar um plano de tratamento;

. Fornecer oxigênio.

SOBRE A ASBAI

A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia existe desde 1972. É uma associação sem finalidade lucrativa, de caráter científico, cuja missão é promover a educação médica continuada e a difusão de conhecimentos na área de Alergia e Imunologia, fortalecer o exercício profissional com excelência da especialidade de Alergia e Imunologia nas esferas pública e privada e divulgar para a sociedade a importância da prevenção e tratamento de doenças alérgicas e imunodeficiências. Atualmente, a ASBAI tem representações regionais em 21 Estados brasileiros.

SAIBA MAIS

Twitter: @asbai_alergia

Facebook: Asbai Alergia

www.asbai.org.br

Com informações da Gengibre Comunicação / Assessoria de Imprensa

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