child-559415_640

Alimentação infantil: não aos produtos industrializados

Página Inicial Matérias Alimentação infantil: não aos produtos industrializados

ariane-bomgosto-1-613x800Os alimentos industrializados prejudicam a criança na introdução alimentar por inúmeros motivos e devem ser evitados ao máximo na alimentação dos pequenos. Especialmente na fase de introdução alimentar – quando o bebê passa a se alimentar de outras coisas que não o leite materno – o recomendado é ter muito cuidado com o que as crianças comem. “É uma fase de grande oportunidade para os pais que desejam ajudar seus filhos a construírem uma relação saudável e prazerosa com a comida”, ressalta a nutricionista Ariane Bomgosto (FOTO AO LADO), com ampla experiência em nutrição comportamental infantil.

A especialista lista as razões pelas quais os pais não devem oferecer alimentos industrializados para os seus filhos:

1 – Desenvolvimento do paladar, já que esses alimentos costumam conter conservantes, temperos artificiais, sal ou açúcar. “A melhor maneira de ajudar no desenvolvimento do paladar nesta fase é investir em papinhas caseiras, com alimentos frescos e naturais, sem adição de açúcar, sal em excesso ou outros aditivos industrializados”, recomenda;

2 – Criação de relação com a comida. Os alimentos industrializados perdem características como frescor, vida, cor, textura e cheiro dos diversos alimentos. “Com isso, pode haver prejuízo no contato da criança com o alimento de verdade, o que pode levar à uma relação distante com o universo dos alimentos”, afirma;

3 – Aporte nutricional. Alimentos industrializados têm prejuízo no valor nutricional em relação aos alimentos naturais. Com isso, a quantidade de nutrientes necessária à esta fase da vida pode ficar deficitária;

4 – Prejuízo no desenvolvimento dos sentidos usados na hora de comer, como paladar e olfato. Comidas industrializadas perdem muito em relação à preservação do real sabor e cheiro dos alimentos;

5 – Pouca participação dos pais no respeito à individualidade às preferências alimentares da criança. Comidas industrializadas são produzidas em larga escala, já a caseira pode ser adequada às individualidades fisiológicas e comportamentais da criança;

6 – Possibilidade de usar a alimentação para a prevenção de problemas decorrentes da alimentação inadequada, como alergias alimentares ou obesidade infantil. “Comidas industrializadas, têm, por suas características nutricionais, maior potencial para desencadearem problemas como os citados anteriormente”, alerta Ariane Bomgosto;

7 – Como esta fase é considerada um período de oportunidade para dar ao ao organismo da criança a possibilidade de formar órgãos e sistemas saudáveis, já que estão ganhando maturidade e sendo formados, os alimentos frescos e naturais influenciam na criação de um organismo otimizado e com funcionamento saudável;

8 – Há relação entre a qualidade da alimentação e a ativação ou silenciamento de genes do DNA da criança. A comida industrializada, nesta fase, pode contribuir para “ativar” genes com predisposição para o desenvolvimento de quadros de sobrepeso ou obesidade na infância, por exemplo.

Veja a lista dos alimentos que são contraindicados na fase de introdução alimentar: açaí, açúcar, amendoim, café, carne vermelha, frios, embutidos e enlatados, condimentos e temperos fortes (açafrão, canela, noz moscada, pimenta, vinagre), frutos do mar, leite de vaca e derivados, palmito, alimentos em conserva, soja e derivados, trigo, cevada e centeio, chocolate, balas, chicletes, refrigerantes e carnes gordurosas.

Veja também: