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A importância do Teste da Orelhinha

Página Inicial Matérias A importância do Teste da Orelhinha

dra._jeanne_oiticica_300dpiA detecção precoce de problemas auditivos pode resultar em melhor qualidade de vida. Criada por lei municipal em 2000, mas sancionada pelo Governo Federal em 2010, a Triagem Auditiva Neonatal, conhecida como Teste da Orelhinha, é feita de forma rápida, fácil e indolor, executada durante o sono natural do bebê. Realizado no recém-nascido, com dois a três dias de vida (mas pode ser realizado até o 3º mês após o nascimento), ainda na maternidade, o teste é feito colocando um fone de ouvido na orelha. Não é invasivo, não gera incômodo ou dor, e dura cerca de 10 minutos. Ele capta ruídos emitidos pelas células ciliadas externas (células responsáveis pela audição) em funcionamento.

Quando o resultado é negativo, ou seja, com ausência de resposta ao Teste da Orelhinha, pode indicar provável problema na audição. “Provável, porque um resultado negativo ao exame precisa ser confirmado com outros testes. Por isso, ele também recebe o nome de ‘Triagem Auditiva Neonatal’, pois trata-se de uma forma de triar casos suspeitos, mas ele por si só não é um exame confirmatório”, explica Jeanne Oiticica (FOTO AO LADO), médica otorrinolaringologista e Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

ESTATÍSTICA
A cada 1.000 nascidos vivos, de 1 a 4 podem apresentar a surdez congênita. Sua ocorrência caracteriza deficiência. Os fatores hereditários são responsáveis por 60% dos casos de surdez em crianças. Os outros 40% são por motivos ambientais: infecções adquiridas pela mãe durante a gestação (rubéola, sarampo, varicela e diabetes, por exemplo), o uso de álcool, drogas, medicamentos tóxicos ao ouvido, complicações durante o parto, sofrimento fetal, falta de oxigênio, nascimento prematuro, circular de cordão umbilical e meningite na infância.

O Teste da Orelhinha serve para sugerir a possível existência de problema de audição, ou seja, serve de alerta. O objetivo dele é recrutar casos suspeitos, que serão investigados detalhadamente e submetidos a demais exames confirmatórios ou não.

Jeanne Oiticica explica que “o teste não detecta doenças, e sim um provável mau funcionamento das células do ouvido responsáveis pela percepção da audição. Em caso de deficiência auditiva, detectada no teste e confirmada por outros exames complementares, o paciente deve ser oportunamente diagnosticado, reabilitado e acompanhado por equipe multidisciplinar (otorrinolaringologistas, fonoaudiólogas, psicólogas, geneticistas)”.

O acompanhamento médico é essencial, já que a surdez ao nascimento, em geral, tem tratamento, possibilitando a reabilitação desses bebês com deficiência auditiva.

Com informações da Gengibre Comunicação / Assessoria de Imprensa

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