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O que é caseo amigdaliano

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dra._jeanne_oiticica_300dpiSe você está com a sensação de garganta arranhando ou raspando, de corpo estranho na garganta, tem mal hálito, e parece que ao engolir, tossir ou expelir tem pedrinhas que se desprendem da garganta, fique atento: você pode estar com caseo amigdaliano. Além desses sintomas, outros podem ocorrer, associados a este problema de saúde, como febre, amigdalite, saburra lingual, boca seca, dor ao se alimentar, faringite, periodontite (inflamação dos tecidos que envolvem os dentes), abcesso amigdaliano (coleção de pus que se acumula por trás da amígdala), rinite e sinusite.

“Às vezes, é um quadro clínico transitório que vem, persiste alguns dias e cede da mesma forma que aparece, ou seja, espontaneamente. A formação de caseo, muitas vezes, pode decorrer da mudança do pH da boca. O pH ideal e equilibrado da boca gira em torno de 7, pH neutro. Toda vez que houver uma redução nesse pH, ou seja, acidez na boca, aumenta-se a chance de formação de caseo. No entanto, podem ocorrer doenças associadas, daí a importância de sempre procurar a opinião de um especialista, que pode ser o otorrinolaringologista, o dentista ou o gastrenterologista”, explica a médica Jeanne Oiticica (FOTO ACIMA), otorrinolaringologista e Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

O QUE É

O caseo amigdaliano é a formação de cálculo no interior das criptas amigdalianas (pequenas cavidades ou recessos no interior das amígdalas). Ele se forma pelo acúmulo de material calcificado e depósito de resíduos.
Esses resíduos são pele morta (descamação da mucosa da boca), fragmentos e pequenas partículas de vírus, bactérias ou fungos e demais agentes infecciosos, proteínas salivares e restos alimentares.
Estudo recente, analisando exames de imagem, mostra que a prevalência é de 46% na faixa etária entre 40 a 89 anos, mais frequente em mulheres do que em homens.

TRATAMENTO

Em primeiro lugar, é preciso saber o que está ocasionando o caseo, pois isso varia caso a caso. Quando o problema é a alimentação, esta deve ser corrigida. Nos casos de doenças associadas, essas devem ser adequadamente tratadas com antibióticos, anti-inflamatórios, procedimentos cirúrgicos e ou odontológicos, dentre outros. “No caso de boca seca, a chamada xerostomia, deve-se investigar e corrigir, aumentando a ingesta de água e líquidos e até mesmo com salivas artificiais. Quando o caseo for decorrente do uso de determinado medicamento, deve-se considerar a possibilidade de troca ou suspensão do mesmo. Quando o problema é hormonal, por exemplo, no climatério ou andropausa, a correção adequada da disfunção está indicada”, comenta Jeanne Oiticica.

DICAS PARA PREVENÇÃO

. Beber bastante líquido ao longo do dia, ato que favorece a produção de saliva fluida e não viscosa, contribui para a limpeza das criptas amigdalianas e previne o acúmulo de caseo;

. Evitar alimentos que deixam a saliva grossa e espessa como bebidas lácteas, chocolate, café e álcool;

. Comer uma maçã por dia. A fruta tem poder adstringente, desengordurante, ajuda na limpeza dos resíduos da boca e previne o acúmulo de caseo;

. Se o problema for a xerostomia ou boca seca, o uso de salivas artificiais (carmelose) está indicada;

. Quando a questão é o pH da boca, gargarejos diários com meio copo de água morna e uma pitada de bicarbonato, duas vezes ao dia, ajudam a prevenir o problema, além da mudança de hábitos alimentares.

Com informações da Gengibre Comunicação / Assessoria de imprensa

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