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Alergia nutricional: médico deve acompanhar suspensão do alimento

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RENATA COCCOQuando uma pessoa tem alergia alimentar, um dos tratamentos possíveis para o problema é a suspensão do alimento desencadeador da alergia. Porém, é muito importante que isso seja acompanhado por especialistas para que não haja prejuízos nutricionais, principalmente na infância. O ideal é o acompanhamento multidisciplinar, com o pediatra, alergista e nutricionista.

A médica Renata Cocco (foto ao lado), Coordenadora do Departamento Científico de Alergia Alimentar da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), explica que macro e micronutrientes devem ser corretamente supridos, seja na alimentação ou na forma de suplementos. “Qualquer restrição alimentar pode causar prejuízos nutricionais, sociais e psicológicos se não for bem conduzida. As restrições devem se ater apenas aos alimentos orientados pelo médico”, alerta a especialista.

Por isso, o primeiro cuidado é conhecer o hábito alimentar do paciente. “Desta forma possibilitamos substituições compatíveis com sua cultura e sua condição financeira. Depois disso, é importante elaborar um plano alimentar que atenda às necessidades nutricionais do paciente, excluindo o (s) alérgeno (s), substituindo-os por outros nutricionalmente adequados e fazendo suplementações, quando necessárias”, conta a Dra. Jackeline Motta Franco, membro do Departamento Científico de Alergia Alimentar da ASBAI.

REFEIÇÕES

Nos casos de alergia comprovada, as proteínas do alimento devem ser identificadas em produtos industrializados, receitas desconhecidas, contaminação por utensílios comuns, refeições coletivas (ex: escola), estabelecimentos comerciais e todos os ambientes passíveis de conter alimentos.

Renata Cocco lembra que alguns produtos de higiene pessoal podem conter proteínas do leite ou de castanhas e o contato desses produtos em pacientes mais sensíveis pode desencadear reações. “Desde 2015, os rótulos dos produtos industrializados se tornaram mais claros, facilitando a investigação dos principais alérgenos”, recorda a médica.

O especialista em alergia é o profissional indicado para fazer o diagnóstico adequado da alergia alimentar e definir qual o alérgeno deverá ser excluídos da dieta do paciente, e o nutricionista é o profissional habilitado para fazer o plano alimentar do paciente, com a exclusão segura do alérgeno e sua devida substituição.

Conheça algumas substituições seguras que não colocam a saúde em risco:

. Ovo: linhaça é um bom substituto para o preparo de bolos e outros preparados;

. Trigo: farinha de arroz, fécula de batata;

. Leite: a depender do tipo de alergia, os substitutos vão desde fórmulas hidrolisadas (extensamente ou de aminoácidos), fórmulas de soja ou bebidas à base de soja. “Leites vegetais (arroz, quinoa, amêndoas etc.) não devem ser utilizados como substitutos únicos do leite de vaca, especialmente em crianças menores de 4 anos”, alerta a médica Renata Cocco.

Com informações da Gengibre Comunicação / Assessoria de Imprensa

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